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sábado, 7 de janeiro de 2012

Comentário ao post "A Morte do Cisne", pelo dançarino John Lennon da Silva

Pegando o gancho do Cloaca,,,... chamou-me a atenção o domínio do John Lennon da Silva sobre "fortes" jurados que,  transformados em personagens foram, ao final do enredo,  submetidos pela insustentável leveza desse "da Silva." Compreendo que existam coisas que estão mais para serem sentidas do que para seem explicadas, racionalizadas,  pois que dizem respeito a uma realidade que está aquém (ou além?) da velocidade de nossas cotidianas redese (de neurônios) meio enferrujada, atravancada,  mas vamos a alguns links:

"(...) Northrop Frye, em Anatomy of Criticism (1957), retoma a distinção aristotélica entre mímesis superior (domínio superior de representação, onde o herói domina por completo a acção das restantes personagens) e a mímesis inferior (domínio onde o herói se coloca ao mesmo nível de representação das restantes personagens)" 
"Do gr. mímesis, “imitação” (imitatio, em latim), designa a acção ou faculdade de imitar; cópia, reprodução ou representação da natureza, o que constitui, na filosofia aristotélica, o fundamento de toda a arte. Heródoto foi o primeiro a utilizar o conceito e Aristófanes, em Tesmofórias (411), já o aplica. O fenómeno não é um exclusivo do processo artístico, pois toda actividade humana inclui procedimentos miméticos como a dança, a aprendizagem de línguas, os rituais religiosos, a prática desportiva, o domínio das novas tecnologias, etc. Por esta razão, Aristóteles defendia que era a mímesis que nos distinguia dos animais.

Os conceitos de mímesis e poeisis são nucleares na filosofia de Platão, na poética de Aristóteles e no pensamento teórico posterior sobre estética, referindo-se à criação da obra de arte e à forma como reproduz objectos pré-existentes. O primeiro termo aplica-se a artes tão autónomas e ao mesmo tempo tão próximas entre si como a poesia, a música e a dança, onde o artista se destaca pela forma como consegue imitar a realidade. Não se parte da ideia de uma construção imitativa passiva, como acontece na diegesis platónica, mas de uma visão do mundo necessariamente dinâmica. A mímesis pode indiciar a imitação do movimento dos animais ou o seu som, a imitação retórica de uma personagem conhecida, a imitação do simbolismo de um ícone ou a imitação de um acto musical. Estes exemplos podemos colhê-los facilmente na literatura grega clássica."
Dicionário de termos literários

"(...) A compreensão da mimese aristotélica é imprescindível para o entendimento das realidades artísticas, sobretudo da teoria literária, notadamente na contemporaneidade aquando da reprodução técnica da cultura do simulacro ou da duplicação ilusionista da realidade. (....)"

E falando em mimesis, não seria hora do Ferreira Gullar dar uma olhada neste assunto? Incrível a forma dele ver a ....deixa prá lá, depois eu volto...
Voltei...
Li dias atrás um texto do Gullar sobre a arte conceitual. Aquele artista que enlatou merda para vender no mercado. Ele(Gullar) viu a obra de forma literal, ou seja, como merda mesmo e não como aquilo que era: discurso, gesto, protesto.